quarta-feira, 9 de junho de 2010

Serás Lembrada

Serás Lembrada

Não sei bem o que perdi.
Perdi minh´alma, meu chão,
Porque se nunca te vi,
Te senti no coração.

E lá, te é tão seguro,
Quanto se possa querer.
Ficarás, pra sempre, eu juro,
Fundida sempre ao meu ser.

Não pelo laço da vida,
Que sempre, um dia se acaba,
Nos deixando em meio a dor.

Serás sempre a mais querida,
Na casa que não desaba,
Em Deus e no meu amor.

Indagação

Indagação

Vida, o que és? Quem ma deu? Pra que me serves?
Porque ao mundo vim, um dia, eu ter?
Porque a ti, oh morte, peço que me leves?
Se me assustava a ideia de morrer.
Porque são longos os dias que eram breves?
Quando a vida queria eu viver?
Vida, o que és? Quem ma deu? Pra que me serves?
Porque, oh morte, não me queres socorrer?

Tempo

Tempo

Tempo é antes,
Tempo é depois
Mas...será que é ele o agora,
Quando toda vida para
E nada mais nos separa.
Sem tempo, sem dimensão,
Nada é velho, nada é novo.
Tudo é eterno no amor.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Minha Criança

Minha Criança

Sim, eu sinto que é verdade
Há em mim uma criança
Não brinca nem usa trança
Anseia por liberdade

Correndo pra mocidade
Se aos sonhos, já, ela alcança
De vê-los nunca se cansa
Pois neles não tem idade

E à sua outra metade,
Olhares furtivos lança
Inspirando confiança
Querendo trazer saudade.

Passada a maturidade,
Da velhice, no remanso
Ainda não tem descanso.
Criança não tem idade.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Voz de Deus

Voz de Deus

Enfeitou-se, a natureza
Toda pra nos receber,
Mostrando sua beleza,
Já quase ao entardecer.

E era eu, conduzido,
Com tal desvelo e calor,
Ao por do sol refletido
Na graça de seu amor.

Sua mão pegando a minha,
Seu sorrir nos olhos meus
E tantas flores, que tinha

Brilhando nos olhos seus,
Voando qual andorinha,
Trazendo-me a voz de Deus.

O Sentido da Vida

O Sentido da Vida

Sentido na vida, se fica a buscar
- Um fim, - Um caminho – Algo para se ter.
Sentido na vida, querendo encontrar
Encontro sentido, sentindo morrer.

Se a morte é da vida, o fim ou início,
Difícil saber, pensar ou sonhar,
Em duas metades se divide o suplício
De vida arenosa, sem saber amar.

Sentido na vida, se fica a buscar.
O nascer, o que é, se não vir de outra morte?
Sentido na vida querendo encontrar.
Mas nascendo ou morrendo, se tem igual sorte.

Se esta vida, é da vida, uma parte pequena,
De alegrias e planos, de risos e de dor,
Talvez, só na morte, sua parte serena,
Se encontre a vida tão plena de amor.

Sentido na vida se fica a buscar
Querendo da morte, fugir, esconder.
Se sentido na vida se quer encontrar,
Que se aprenda primeiro, a amar e morrer.

A Lua e A Rosa

A Lua e A Rosa

Estrada infinita que leve flutua
Estrada da vida em noite ditosa
Nos leva pra longe, nos leva pra lua
Só eu e meus sonhos – quiçá uma rosa.

A rosa dos sonhos, a lua e a prosa,
Conduzem minh´alma, em lindo corcel.
Da lua é a luz. A rosa é dengosa.
As duas, se juntas, me levam pro céu.

É nesta viagem, que a gente já fez,
Tão cheia de sonhos, de luz e de cor;
Por essa estrada andamos nós três

Apenas começa o sol a se por,
Da lua eu vejo a brancura da tez,
Da rosa é que sinto o toque do amor.